Uma história qualquer

by sábado, junho 05, 2010 2 comentário(s)

Bom, tudo começa em uma pequena cidadezinha. Era uma cidadezinha calma e vazia, e normalmente tranquila, mas não hoje, não nesse dia em especial. Visitantes de outras cidades acabavam de chegar lá, aliás, uma visitante, uma pessoa se arrisca entrar na cidade fantasma.

Em sua coragem, essa pessoa, resolve arriscar e continua a desbravar a cidade.

É como se sua sede por mistérios fosse tão longe quanto sua vontade de descobrir o que fazia de lá, uma pequena cidade, uma pequena ilha solitária. E então, ela se aprofunda desde seus esgotos, até seus mais altos e vazios prédios, lugares aonde ninguém sequer pisou, ou não havia pisado por muito tempo.



Labirintos inimagináveis e monstros se escondiam ao passo da desbravadora, queriam expulsá-la, mas ela era tão simpática, e convidativa. Tão sincera e ao mesmo tempo com grandes sonhos. Deixaram ela invadir e encontrar o coração da ilha.

O coração se derreteu ao ser tocado por ela, e pela primeira vez, em um pulso singelo, toda a ilha vibrou, como se realmente uma coisa que há muito estava esquecida, havia voltado à vida.


Como se toda a ilha, perfeita, incrível e magnífica com seu silêncio, agora estava ganhando novas cores, mas infelizmente, como tudo na ilha era controlado pelo coração, a desbravadora não sabia como cuidar dele, de forma que não o machucasse.

Dessa forma, a qualquer mínimo ato diferente. A qualquer mínimo detalhe ou balanço, o coração se estremecia e toda a ilha parecia que cairia em ruínas.

O coração resolveu confiar, confiou até que cedeu a desbravadora, o dom de poder controlar cada detalhe da ilha, cada singela pétala de flor, ou folha que caísse. Confiança total, controle total.

Ao mesmo tempo, em uma outra ilha, supostamente preparavam uma força de ataque à ilha magnífica. A ilha magnífica, causava inveja demais. Causava e causa, agora com essa bela desbravadora, todos queriam que as ilhas deles fossem exploradas, e não aquela ilha, afinal, aquela ilha já tinha tudo.

Nunca haviam pensando em como, até que descobriram o único lugar aonde a ilha é fraca. A única fraqueza da ilha, o único pilar que não era totalmente feito do material mais forte existente.

Pela desbravadora, a ilha estremecia.

A história sobre essa ilha, conta que uma vez, à um passado muito distante, ela havia sucumbido e afundado em pleno mar, mas após milhares de anos se reconstruindo, lá finalmente havia se reerguido, finalmente, estava no topo, através de tempo e séculos tudo estava de volta ao seu lugar, tudo estava incrível. E foram muitos anos bons... até que essa desbravadora chega.

Um dia, como os outros, apenas mais um dia na ilha. E então... A desbravadora tem um sentimento, ela sente que talvez, ela não pertença aquele lugar. Talvez, ela pertença a outro mundo, a outra ilha, e as outras ilhas notam isso. As outras ilhas se sentem felizes, pois agora sabem a fraqueza e como derrotar aquela magnífica ilha. A desbravadora vai até o coração e diz o que sente, em um súbito momento de ódio, por um infeliz ocorrido, ela disse que talvez ela não faça parte dali, e que ela talvez faça parte de outro lugar.

A idéia permanece ali, ela perambula e destrói algumas colunas. Após alguns instantes, a desbravadora volta atrás e supostamente se convence de que aquela ilha é sim seu lar. 

Mesmo assim, a ilha estremece, suas bases começam a tremer, e todo momento longe da desbravadora, é uma súbita paranóia sobre a desbravadora e as outras ilhas. É uma súbita idéia de que talvez a desbravadora fosse melhor em outro lugar... Mas o não querer acreditar nisso é maior. E é a grande verdade. Aquela ilha, é aonde a desbravadora realmente pertence, agora, é ali que ela deve estabelecer sua casa.

E surge o incrível medo, de que a ilha se sucumba novamente. O medo de que a ilha afunde e nunca mais volte. Construir uma vez é fácil, reconstruí-la toda novamente não é tanto assim. 


Realmente, a vida, se torna insuportável, não querer perdê-la e não querer destruir a ilha entra em conflito.


A ilha se torna obsessiva e ao mesmo tempo, se torna cruel. Entre diversos outros acontecimentos, a ilha permanece a flutuar, seria a desbravadora, a salvadora da ilha, ou a destruidora da ilha?


Só ela pode escolher.

2 comentários:

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