O Dilema do Caçula

by domingo, março 18, 2012 2 comentário(s)

por Eric Felipe

Em uma família de hoje em dia, a ordem de preferência é sempre uma coisa preocupante. As pessoas acabam se deixando levar tranquilamente, sem sequer notar, para essa ordem natural das coisas. Quando o filho mais velho nasce, ele naturalmente perde espaço para o mais novo, e consecutivamente, o filho que nasceu antes perde espaço para o que nasce depois, criando uma grande sucessão de atenção dividida, e consequentemente o mais velho fica sem atenção, provocando ciúmes, ou até mesmo ira quanto ao resto da família. Porém, também cria mais liberdade para o primogênito(a). Um exemplo disso pode ser observado na maioria das famílias existentes.

A medida que os filhos mais novos nascem, esses estão acostumados a atenção recebida, e quando nasce algum filho mais novo, essa atenção que é perdida ao longo do tempo, ou é requisitada por esforços dramáticos, ou é ignorada. Entre essas duas escolhas, a atenção deve ser sempre ignorada, pois uma pessoa que requer atenção a todo tempo, sem nenhuma dúvida é uma pessoa egoísta, enquanto uma pessoa que ignora a atenção que não é mais recebida, tem a tendência de ser mais feliz, e por conseguinte, ser mais feliz.

Os filhos mais novos, ao se acostumarem com essa atenção que é cumulativa a quantos filhos tem na família, esperam mais de seus pais para com os seus filhos, e quando essa atenção não é dada, os caçulas tem a tendência de ficarem totalmente revoltados com os pais que agora são avós, pensando coisas como "Meus filhos são mal tratados" ou "Meus pais não amam meus filhos", o que é uma total ignorância da realidade dos fatos.

A realidade é que os pais ao se tornarem avós, os seus primeiros netos nascidos tem um acúmulo substancial de boas memórias, enquanto que para com os netos mais novos não se tem o mesmo acúmulo de memória, principalmente porque os caçulas também imprimem essa visão deturbada de ira contra os pais nos filhos, provocando assim uma raiva em uma criança que nem mesmo sabe porque está tendo raiva.

Não existe preferência, a questão é que, quanto mais memórias boas se cria com alguém, mais felicidade traz a presença daquela pessoa na sua vida. E isso não é somente em questão a preferências, mas também é questão a toda a existência. Qualquer pessoa que você tiver memórias boas a vida inteira, será uma pessoa lembrada e marcante na sua trajetória vital. Explicando também que mesmo que você seja o primeiro neto, se a sua avó não tem muita afinidade com você, é justamente por que você não se permitiu criar tantas memórias com ela, talvez por um traço de personalidade, ou talvez por seus pais não terem impresso essa busca por atenção em você.

Consequentemente, os caçulas, por terem tido mais atenção quando crianças, tem mais ciúmes dos primeiros netos por agora terem a atenção que anteriormente era pertencente a ele. O filho mais velho tem menos atenção justamente porque não lhe foi dada a atenção quando era pequeno.

Concluindo, de maneira geral, não é erro dos pais, avós, filhos, caçulas ou quaisquer humanos. A humanidade é dessa forma, e o único modo de agir em cima dessa questão é com racionalidade. Os filhos amam os pais, os pais amam os avós e principalmente respeitam, mas mesmo com isso, a razão falta de vez em quando, e quem sofre são as próprias pessoas que apenas querem ser amadas.

Croatt

Conceito

2 comentários:

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