É difícil viver

by sexta-feira, outubro 25, 2013 0 comentário(s)
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É difícil viver. É uma missão quase impossível. Refleti o porque, percebi que não precisamos de saber qual é o motivo de viver. Realmente, a resposta chega enquanto se anda pelo caminho. Mas como andar? Como? A resposta veio em seguida. É necessário que se arrisque em apontar uma direção. E que forças sejam reunidas a fim de seguir naquela direção. Mas e se a direção se mostrar errada? É necessário que se aponte outra direção. Só assim é possível viver. Apontando direções e seguindo cegamente.

Que bobagem. Não existe nada que mude a realidade. Existem pessoas que saem do fluxo contínuo, e tentam vislumbrar o que acontece se você nada contra a corrente, mas ao mesmo tempo, existem pessoas que o seguem sem pestanejar. Nenhum dos dois tipos, pode-se dizer, fazem mais ou menos mudanças no mundo. Não há como medir. Não se medem pessoas. Uma pessoa não se define.

Pulando todo o papo adolescente-infantil de ter ou não identidade, acredito que a perda de tempo nesse texto é irrelevante. Posso discorrer sobre diversos fatos tão isolados e ainda sim, no final, eles só comprovariam a existência de uma argumentação tendenciosa e pouco preparada cientificamente. Na verdade, à luz recente dos fatos, a morte seria a melhor opção. Mas até ela se ausenta quando outros precisam. A própria subjetividade desse texto é ridícula. Ninguém poderia compreendê-lo, nem por amor. Despedidas sempre foram tristes. Sempre serão, acho. Às vezes só da vontade de parar.

Parar e olhar em volta, esse dia tão estranho com poeira se escondendo pelos cantos. Bom, esse era o nosso mundo. Um mundo realmente especial. Pensei em escrever um texto há alguns dias atrás, mas não havia mais nada à dizer. Pelo menos isso havia a ser dito. Já é um começo. Ou um final. É estranho que o próprio sorriso se esconda. Ou pelo menos só apareça quando a memória falha, ou ajuda, e não permite lembrar. Mas nessa madrugada, ela lembra. São 04:18h, dia 25 de outubro, horário de verão. Provas chegam no horizonte. Acho que vou precisar sair daqui.

Sim, digo precisar. Não porque eu queira, mas aqui vai acabar me matando. As pessoas são complicadas, o mundo é muito grande, esse texto já foi longe demais. Ele acaba ali, no próximo parágrafo, quando eu penso que as coisas podem melhorar no próximo instante, mas nesse aqui, as coisas só pioram. Nesse parágrafo aqui, estou sozinho e desiludido, com memórias de dias que parecem ser bons, mas nem eram tão bons assim. Com lágrimas que não descem - poxa vida, como eu queria - como eu queria que elas descessem.

Mas o próximo dia vem, nasce daqui à algumas horas, cheirando alegria, porque ela é minha menina, e eu sou o menino dela. Cada vez mais Mutantes. Lembro de um professor de Física, ele disse no primeiro dia de aula, que as regras do jogo não podem mudar depois que o jogo já começou. Espero que ele esteja errado. No jogo da vida, o único modo em que eu posso conseguir sobreviver, é mudando todas as regras. E como esse parágrafo "era pra ser" otimista, eu vou conseguir mudar as regras. Pra falar a verdade, eu já mudei.

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