A tênue vida entre o topo do mundo e o fundo do poço

by segunda-feira, dezembro 07, 2015 0 comentário(s)
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Pode ser que algumas vezes ele tenha sequer ao menos pensado nas conseqüências de seus atos, mas na verdade, tudo que ele queria era ser aceito.


Era bem simples, palavras demais eram coisas que preocupavam mais do que explicavam e palavras, de menos, eram silêncio, paz, verdade e interesse. Se você se perguntasse caso tudo era de verdade, era possível que você não descobrisse se era possível saber. Não, não era. Claro que não.


Nada fazia tão pouco sentido. Você só pode se perguntar até certo ponto sobre a vida. Todo o resto é uma simples brincadeira demoníaca de duas pessoas disputando o futuro do subverso. E você aí se perguntando se a vida tem qualquer sentido... na verdade você está só.


E apenas uma pequena fração da sua vida te pertence. O que você vai fazer? Vai dizer pra alguém que você quer ir embora? Vai escrever dizendo que tudo é ruim, tudo é mal, sobre como se sente? O que vai fazer a respeito, meu caro?


Acredito que se você realmente analisar a situação, não encontrará nada que possa explicar o instante atual. Nada mais do que você pensa te pertence. Mais nada do que você acha, pode ser encontrado com vida em um deserto de idéias fugidias e simples. Tão simples, que chegam a ser simplórias.

Nada mais. Nada mais pode fazer tanto sentido quanto nenhum. Se você olhar para as pequenas histórias que nos fizeram chegar até aqui, você pode pensar que somos de alguma forma especiais, mas nada do que fazemos nos torna mais especiais do que uma dessas pequena história de achar que realmente somos especiais. Não somos. Somos uma reunião de átomos que se culpa pelas coisas que são feitas pelos outros.


A armadilha de estudar na universidade é que você pode estar aqui, se perguntar se realmente merece e uma ligeira parte de você se culpar pelas próprias ações. Considerando a faculdade como uma parte neutra, que não tem nenhuma ou pouca influência real no modo como você se sente.

O pequeno espaço que habito, entre o topo do céu e o fundo do poço, descreve bem os meus estados de vida. Há dias em que voar é fácil, há dias em que minhas asas são rasgadas em pedaços. "Ah, meu bem". Como são rasgadas.

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