Um pouco de dadaísmo

by sexta-feira, julho 21, 2017 0 comentário(s)




A
    s                                                       tudo
                       v
                          e                                O que
                              z                                                        V O C Ê
                                  e
                                      s
           
                                                           p r e c i s a 

é         apenas 
                               
                                             G   R   I   T   A   A   A   A   A   A   R 


correndo, olhando para todos os lados
chorando todas as suas alegrias                                            L o U c A m E n T e
sorrindo todas as suas tristezas                                                          L u C i D o

HAHAHAHAHAHAHAHAHAH 


           
Porque é o relógio deles que não para e eles correm contra o tempo para serem felizes todos os dias agora mesmo estão andando de um lado para o outro tic tac precisam do capital querem mais velocidade correm enquanto almoçam atrasados para aquela reunião onde irão discutir para onde irá todo esse lixo e depois têm de falar sobre números números números CORRA CORRA CORRA...


Mas nós só correremos quando estiverem andando,
Só gritaremos quanto estiverem calados.
Eles ficam desconcertados 
Sempre que alguma coisa rompe o padrão.

Nascer aqui é assim.
Ou você se torna um deles
Ou, um dia, cai em desvario.

Pois não há recalque que aguente tudo isso por muito tempo.
O inconsciente se torna cheio de todas as rejeições,
Negações submergidas ao máximo no esquecimento,
Até que um dia, os bloqueios começam a vazar para o seu ego.

E então, você sente que tudo o que você precisa é gritar,
Correndo, olhando para todos os lados, 
Chorando todas as suas alegrias, sorrindo todas as suas tristezas.       

O mar de pensamentos começa a escorrer,
E o mundo das ideias, a girar.
Mas depois tudo se entorta, 
O alicerce se adunca e torna tudo certo.

E esse é o errado certo modo de viver,
A melhor das formas,
A melhor das loucuras.

Porque eu tinha um amigo que começou são,
E a sua sanidade o traiu.
Estava tudo bem,
Mas no seu fim, amou como se fosse máquina.

Beijou sua mulher como se fosse lógico.
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas.
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro.

E flutuou no ar como se fosse um príncipe.  
Se acabou no chão feito um pacote bêbado.
E morreu na contramão atrapalhando o sábado

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