Porque é o egoísmo que destrói a raça humana - 2 minutos de leitura

by domingo, setembro 17, 2017 0 comentário(s)


Imagine que exista alguém do seu lado que precise de ajuda com uma pequena tarefa. Não é tão complicado assim, nós temos duas mãos, dois braços e duas pernas e por isso somos limitados. Não alcançamos as prateleiras muito altas quando somos pequenos e não conseguimos ver onde nossos pés e pernas batem quando somos muito altos. 

Todos temos limitações e por isso precisamos uns dos outros pra conquistar e alcançar nossos objetivos. Seja quando um pai ajoelha para amarrar os cadarços do filho, seja quando alguém ajuda uma pessoa com necessidade a atravessar a rua, levando o lixo pra fora da casa onde mora, enfim, a lista é quase infinita. Somos seres sociais.

Dito isso, posso assumir que o ser humano não é um lobo solitário. Até certo do seu livre arbítrio concordo totalmente que ele deve ser independente e capaz de lidar com seus problemas. Se há algum problema que pode ser resolvido, que você é capaz de resolvê-lo apenas com seu próprio esforço, porque você mesmo não faria tal esforço? 

Talvez você tenha pensado algo como "não tenho tempo" ou "não sei resolver" ou até "não quero fazer isso, pago alguém pra fazer pra mim". Bom, encontramos então um ponto importante. Porque as pessoas fazem o que fazem.

Acredito que as pessoas podem ser motivadas de duas formas:
1 - Externamente : São oferecidos dinheiro/poder/prazeres e como troca, a pessoa cede tempo da própria vida pra fazer o que você quer. Como naturalmente acontece hoje em dia. E assim como tudo externamente, a motivação externa é superficial.
2 - Internamente : Dentre os sentimentos que alguém é capaz de sentir, aquele ser humano é motivado para fazer algo que ela realmente acredita. A igreja chama essa motivação de fé. Eu a chamo de energia motora. Esta motivação é extremamente profunda e enraizada. De certa forma é a que move todos nós, mesmo que no dia-a-dia o dinheiro seja aparentemente o objetivo, mas isso é um assunto pra outro texto.

O que quero dizer é que todas ações podem ter suas raízes em uma dessas duas formas. Quase como se conseguíssemos nesse momento de motivação alcançar o interior uns dos outros. 

O individualismo, quando presente nas ações humanas, pode ser baseado em qualquer uma destas duas formas. Logo, existe o individualismo que reflete diretamente na fé e o individualismo que reflete diretamente no egoísmo, assim como existe uma linha muito tênue entre eles.

Estamos em tempos difíceis. Os bons estão separados e perdidos enquanto os maus estão unidos como estiveram em épocas de guerra e escuridão da razão. Quando você age de forma egoísta, mesmo não sendo uma pessoa má, é como se fortalecesse o mal que existe no mundo. É uma ação direta para que as pessoas que poderiam contar com sua ajuda, reforcem em si tendências a também serem más e pensarem apenas em si.

Por outro lado, ajudar o outro - não importa como - torna alguém portador de uma dívida de bondade seja pra com você, seja pra com o mundo. Sejamos sinceros, "não existe almoço grátis", mas existe sim bondade gratuita que o único retorno que você terá é trazer um pouco mais de boa vontade pro mundo.

Acredito fielmente que as pessoas boas do mundo devem ser estimadas, nutridas e principalmente incentivadas. Esse incentivo não é você motivá-la com palavras vazias de parabéns, você elogiar suas habilidades, ignorar seus erros ou dar um presente no aniversário.

Elas devem ser cultivadas onde mais importa: Em ter fé nelas. E se você tiver a chance de facilitar o caminho que as pessoas boas querem seguir, que facilite.

É melhor que as pessoas boas se fortaleçam. Para mim, pra você e pra todo mundo.

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